A inflação oficial fechou em deflação no mês de agosto, com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrando -0,32%, a menor taxa dos últimos quatro anos. O resultado, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (11), ficou melhor do que a expectativa do mercado, que projetava -0,23%. O desempenho positivo foi impulsionado principalmente pelo Bônus de Itaipu, que gerou desconto médio de 7,63% nas contas de energia, além da queda consistente nos preços de alimentos e combustíveis.
O acumulado de 12 meses agora alcança 4,22%, menor patamar desde março de 2026, quando estava em 4,14%. Apesar do resultado favorável, a inflação segue acima da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3% com margem de tolerância entre 1,5% e 4,5%. Pela primeira vez, a meta passou a ser avaliada considerando os 12 meses imediatamente anteriores, não apenas o encerramento do ano. O Boletim Focus, sondagem do Banco Central, projeta inflação de 5% para o encerramento de 2026.
Dos nove grupos de produtos monitorados, quatro apresentaram deflação em agosto. O destaque vai para habitação, que recuou 1,87% – a queda mais acentuada desde o início do Plano Real em 1994 – seguida por transportes (-0,86%) e alimentação e bebidas (-0,34%). No segmento alimentar, as principais quedas foram batata-inglesa (-19,89%), cenoura (-11,22%), cebola (-11,07%) e tomate (-10,94%). Como alimentos representam 21,5% da cesta de consumo dos brasileiros, sua redução foi fundamental para o resultado geral do mês.
O IPCA mede o custo de vida para famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos, coletando preços de 377 subitens em dez regiões metropolitanas – Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre – além de Brasília e das capitais Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.
Com informações da Agência Brasil.




