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Brics reforça defesa por reforma da governança global e ampliação do multilateralismo

Os líderes dos 11 países do Brics divulgaram declaração final em Nova Délhi com consensos sobre reforma das instituições internacionais, comércio e desenvolvimento sustentável. Brasil obtém apoio para ampliar representação na ONU e Conselho de Segurança.

Representando 39% da economia mundial e 48,5% da população global, os líderes do Brics – Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã – finalizaram a 18ª Cúpula do bloco em Nova Délhi reafirmando o compromisso com o multilateralismo e uma governança global mais representativa. A declaração final, que orienta a atuação conjunta dos países em organismos como ONU, G20 e OMC, reforça demandas históricas em um contexto marcado por disputas geopolíticas, guerras e tensões comerciais internacionais.

Para o Brasil, o documento representa vitória diplomática ao consolidar o apoio de China e Rússia às aspirações do país de desempenhar papel mais relevante nas Nações Unidas, inclusive em um Conselho de Segurança reformado. A declaração sustenta que os organismos internacionais precisam refletir melhor a realidade atual e ampliar a representação dos países em desenvolvimento. O texto também enfatiza o combate à desigualdade, reconhecida como origem de diversos desafios enfrentados pela comunidade internacional, e reafirma compromissos com a Agenda 2030 da ONU e erradicação da pobreza.

Na área econômica, o Brics reafirmou apoio à reforma da OMC e criticou medidas protecionistas prejudiciais ao comércio internacional. Destacam-se iniciativas para ampliar negociações entre membros, incluindo a criação da Brics Grain Exchange para comercialização de grãos e facilitação do comércio agrícola. O Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) foi ressaltado como instrumento estratégico para financiar projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável, com expansão em moedas locais e análise de novos pedidos de adesão de países interessados.

Na questão de pagamentos internacionais, a declaração defende princípios como interoperabilidade de plataformas, liquidações comerciais em moedas locais e desenvolvimento de mecanismos mais rápidos e acessíveis para transações transfronteiriças. O documento também ressalta o papel do Sul Global na formulação de respostas aos desafios internacionais e reafirma compromissos com o combate ao racismo, xenofobia e discriminação, além de maior representação feminina em postos de liderança de organismos internacionais.

Com informações da Agência Brasil.

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