Cultura

Festa Literária das Periferias celebra feminismo negro até domingo no Rio de Janeiro

A 16ª edição da Flup homenageia Ana Maria Gonçalves e discute as heranças do feminismo negro através do tema As Filhas das Filhas das Filhas. A programação segue até domingo na Praça Tiradentes e Teatro Carlos Gomes.

A Festa Literária das Periferias (Flup) segue com sua 16ª edição até domingo (27) no centro do Rio de Janeiro, ocupando a Praça Tiradentes e o Teatro Carlos Gomes. O festival deste ano traz o tema As Filhas das Filhas das Filhas, que coloca o feminismo negro em destaque e promove reflexão sobre as heranças que atravessam gerações e as histórias que resistem ao apagamento ao longo do tempo.

A homenageada da edição é Ana Maria Gonçalves, primeira mulher negra eleita para a Academia Brasileira de Letras. Segundo o diretor da Flup, Julio Ludemir, o tema remete à grande revolução em curso no Brasil decorrente das ações afirmativas. Ele ressalta que grandes intelectuais, como a escritora e filósofa Djamila Ribeiro, tiveram como antepassadas trabalhadoras domésticas, e que a obra de Gonçalves representa o ponto de inflexão dessa transformação social.

A programação inclui encontros com personalidades como Kimberlé Crenshaw, criadora do conceito de interseccionalidade, no sábado às 16h, além de debates com Linn da Quebrada, Antonio Pitanga e Helena Theodoro no domingo. O festival também homenageia figuras como o intelectual Nei Lopes em discussão sobre o samba carioca. Mais detalhes sobre a programação completa estão disponíveis na página oficial da Flup.

Com informações da Agência Brasil.

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