A produção de açaí no Ceará registrou crescimento expressivo e alcançou 746 toneladas em 2025, um aumento de 22,5% em relação às 609 toneladas colhidas no ano anterior. Os dados são da Produção Agrícola Municipal (PAM), pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Embora ainda distante da liderança do Pará, o Ceará vem apresentando números consistentes desde 2022, quando o cultivo começou a ser oficialmente contabilizado. Atualmente, a safra está distribuída em 10 municípios cearenses, expansão significativa em relação aos seis registrados no primeiro levantamento.
Paracuru lidera, mas Tianguá dispara
Paracuru, na Região Metropolitana de Fortaleza, mantém a liderança como maior produtor estadual, mesmo com queda na safra para 222 toneladas em 2025, ante as 300 toneladas de 2023. Já Tianguá, na Serra da Ibiapaba, assumiu a vice-liderança após mais que dobrar sua produção: saltou de 77 toneladas em 2024 para 180 toneladas em 2025.
Limoeiro do Norte, que ocupava a segunda posição, caiu para terceiro lugar, com 178 toneladas colhidas. Completam a lista dos dez municípios produtores: Ibiapina, Ubajara, Russas, Viçosa do Ceará, Uruburetama, Cascavel e Horizonte.
Demanda nacional impulsiona cultivo
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Para Fabio Cavalcante, analista da área vegetal da Federação da Agricultura e Pecuária do Ceará (Faec), o crescimento está diretamente ligado à lei de oferta e demanda. “A procura pelo fruto é maior do que as áreas plantadas disponíveis. A maior parte vem da região amazônica, mas aqui o clima favorece o cultivo irrigado”, explica.
Segundo Cavalcante, o açaí apresenta bom valor agregado devido à comercialização de polpa, pó e outros derivados, o que tem levado produtores a substituir culturas menos rentáveis. Regiões como Baixo Curu e Vale do Jaguaribe, já tradicionais na fruticultura, consolidam-se agora também no cultivo do açaí.






