Junho chega e com ele o perfume de milho, o barulho dos fogos e a alegria contagiante do São João. Para muitos cearenses, é apenas uma festa. Para quem entende de cultura e identidade, é muito mais do que isso.
Festejar o São João é um ato de resistência simbólica. É dizer ao Brasil e ao mundo que o Nordeste existe, pulsa e tem orgulho de suas raízes. Num país que ainda associa o interior nordestino à seca e à pobreza, a festa junina é a resposta mais eloquente: somos mais do que nossa história de escassez.
Fortaleza e o São João
Em Fortaleza, o São João ganhou novos contornos nos últimos anos. Saiu dos quintais, ocupou praças, arraiás e espaços culturais. A quadrilha deixou de ser folclore e virou arte competitiva de alto nível. Os jovens voltaram a usar chapéu de palha sem vergonha — e isso, por si só, é uma vitória cultural.
Que junho de 2026 seja de muita festa, muita sanfona e muito orgulho nordestino.
Por Redação Se Liga Fortal