Saúde

Linfoma não Hodgkin: conheça o câncer que levou Netinho

O cantor Netinho faleceu vítima de linfoma não Hodgkin tipo B, um câncer do sangue que afeta o sistema linfático. Entenda os sintomas, fatores de risco e opções de tratamento desta doença.

O linfoma não Hodgkin tipo B, que causou a morte do cantor Netinho na terça-feira (13), é um câncer do sangue originário do sistema linfático — uma rede de vasos, gânglios e órgãos, como amígdalas e baço, que integra as defesas do corpo. Neste sistema, células de defesa chamadas linfócitos circulam pela linfa, um líquido claro responsável pela proteção contra infecções. Quando a doença se manifesta, essas células sofrem mutações e se acumulam de forma desordenada nos linfonodos e órgãos, comprometendo o funcionamento imunológico.

No caso específico de Netinho, o diagnóstico era de um linfoma plasmoblástico, subtipo raro e mais agressivo que afeta principalmente pacientes imunossuprimidos. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), cerca de 10.180 novos casos de linfomas não Hodgkin devem ser diagnosticados no Brasil em 2024, sendo 5.370 em homens e 4.810 em mulheres. Os sintomas variam conforme o subtipo, incluindo gânglios aumentados, febre, suores noturnos, perda de peso inexplicável, fadiga, erupção cutânea, náusea, vômitos, coceira e tosse. Nas formas mais agressivas, podem aparecer dor no pescoço, dificuldade para respirar, fraqueza muscular e confusão mental.

O diagnóstico é realizado através de biópsia de linfonodos, punção de medula, raio-X, tomografia, ressonância magnética e PET-CT, seguido de estadiamento para definir a extensão da doença. Os fatores de risco incluem idade, sexo, imunossupressão, doenças autoimunes, radiação, substâncias tóxicas e exposição a infecções virais como Epstein-Barr e HIV. O tratamento varia conforme o estágio e estado geral do paciente, podendo envolver quimioterapia, radioterapia, anticorpos monoclonais, imunoterapia e transplante de células-tronco. Nos últimos anos, avanços significativos foram alcançados com novas terapias direcionadas, como a terapia CAR-T, que reativa o sistema imunológico para combater as células tumorais.

Com informações da Agência Brasil.

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