O governo federal anuncia reforço na segurança das aldeias Guarani Kaiowá em Mato Grosso do Sul. A Força Nacional terá seu efetivo ampliado para garantir a proteção das comunidades indígenas da região, que enfrentam uma onda de violência política denunciada após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva. O anúncio foi feito pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, em visita às aldeias Sassoró (Tacuru) e Taquapery (Coronel Sapucaia), na fronteira com o Paraguai.
O ministro destacou a implementação do protocolo “Minuto a Minuto”, que manterá agentes da Força Nacional permanentemente no terreno e disponíveis para responder rapidamente a qualquer ocorrência criminosa. O sistema utilizará monitoramento por imagem e detecção de incidentes, informando autoridades com indicação de autoria e materialidade dos crimes. A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) contabilizou mais de 30 casos de violência contra indígenas após as eleições, gerando comoção nas redes sociais.
Entre os casos investigados destaca-se a ameaça de envenenamento de água na aldeia Sassoró, documentada em áudio que circula em grupos da cidade de Tacuru, com suspeita de envolvimento de servidor público municipal. O ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, confirmou que a Polícia Federal já ouviu os suspeitos e que o monitoramento da qualidade da água será intensificado. Dos 10 casos filtrados pelo governo, quatro ocorrem em Mato Grosso do Sul, sendo apenas o envenenamento diretamente ligado a crime político até o momento.
O Ministério dos Direitos Humanos disponibilizará o Programa de Proteção para as vítimas desses casos. Mais de 80 indígenas de Mato Grosso do Sul já estão inscrito no programa de proteção federal. A comitiva que visitou as aldeias também foi integrada pelo ministro Eloy Terena e pela ministra dos Direitos Humanos, Janine Mello, em ação coordenada para reforçar a segurança e apuração dos crimes contra as comunidades indígenas.
Com informações da Agência Brasil.


