O vice-presidente Geraldo Alckmin esclareceu nesta terça-feira (21) que a Lei da Reciprocidade não representa retaliação aos Estados Unidos, mas um instrumento institucional para corrigir distorções comerciais consideradas injustas pelo Brasil. “A reciprocidade é: nós estamos sendo injustiçados e queremos corrigir isso”, afirmou Alckmin, ressaltando que a legislação foi aprovada por unanimidade no Congresso no ano passado e oferece mecanismos de resposta que respeitam trâmites legais, como consultas e audiências públicas.
O governo brasileiro estruturou sua resposta ao tarifaço norte-americano em três frentes estratégicas. A primeira contempla apoio financeiro através do programa Brasil Soberano, com crédito para capital de giro e investimentos das empresas afetadas, além de possível flexibilização temporária das regras de drawback. A segunda aposta na diversificação de mercados, com a ApexBrasil intensificando buscas por novos destinos, especialmente Índia, México, Singapura, Japão e países do Sudeste Asiático. A terceira mantém diálogo permanente com os setores produtivos para avaliar impactos e dimensionar as ações de apoio.
Os EUA impuseram tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, com possibilidade de acréscimo de 12,5%, atingindo aproximadamente 18% das exportações brasileiras destinadas ao mercado americano, equivalente a US$ 7,4 bilhões. Os setores mais expostos incluem eletroeletrônicos, máquinas e equipamentos, autopeças e calçados. O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, reforçou o compromisso do governo em socorrer os setores afetados: “O governo brasileiro tem que tomar medidas capazes de, no mínimo, amenizar o dano, o custo”.
Com informações da Agência Brasil.


