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Manual de mapeamento de riscos é atualizado após 20 anos com novos critérios para cidades

A publicação que é referência nacional para gestão de risco em áreas urbanas ganhou sua primeira atualização desde 2007, com foco em riscos médio, alto e muito alto. A urgência climática e a chegada do El Niño aceleraram o processo de modernização da ferramenta.

O Ministério das Cidades atualizou pela primeira vez em quase 20 anos o manual ‘Mapeamento de Riscos: Conceitos e Métodos Aplicados a Processos Geológicos e Hidrológicos’, principal referência do país para gestão de risco em áreas urbanas. Segundo Rodolfo Moura, diretor do Departamento de Mitigação e Prevenção de Risco da pasta, a experiência de técnicos, pesquisadores e gestores municipais apontou a necessidade de evolução dos conceitos, mas foram a urgência climática e a chegada de um super El Niño que aceleraram o lançamento da versão revisada, disponível gratuitamente online.

Entre as principais mudanças está uma nova classificação de riscos com foco em níveis médio, alto e muito alto, descartando categorias de baixo risco ou inexistente. O documento também incorpora novos instrumentos tecnológicos para gestão de risco e amplia conceitos sobre setores de risco hidrológico, como inundação, enchente e enxurrada, além de processos erosivos como rolamento de rochas e terras caídas, fenômeno comum no Norte do país. “A gente correu para antecipar o lançamento entendendo que ele já pode ser um instrumento novo para identificar as áreas críticas, mas principalmente as pessoas que estão em situação de risco”, destaca Moura.

A ferramenta permite que prefeituras mapeiem áreas de risco em seus territórios e elaborem planos municipais de redução de riscos. Dados de 2024 da Casa Civil mostram que 1.942 cidades expõem quase 9 milhões de brasileiros a deslizamentos, alagamentos, enxurradas e inundações. Para Moura, implementar as orientações do manual através de ações de antecipação, identificação de riscos e fortalecimento da resiliência urbana é o caminho para retirar essas pessoas das zonas de perigo. “É por meio desse instrumento de mapeamento de risco, dos mapas e planos municipais que municípios e governos estaduais acessam recursos para essas obras”, conclui.

Com informações da Agência Brasil.

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