Economia

Casas Bahia fecha três lojas no Ceará após recuperação judicial

Unidades em Fortaleza, Itapipoca e Pacajus foram fechadas. Empresa pediu recuperação judicial e demitiu 3 mil funcionários no país.

Casas Bahia fecha três lojas no Ceará após recuperação judicial
Casas Bahia fecha três lojas no Ceará após recuperação judicial

A rede Casas Bahia fechou pelo menos três lojas no Ceará nos últimos dias. As unidades encerradas ficam em Fortaleza (bairro Montese), Itapipoca e Pacajus. O movimento acontece dias após a varejista pedir recuperação judicial e anunciar o fechamento de 298 lojas em todo o Brasil, com demissão de 3 mil funcionários.

Na loja do Montese, um aviso fixado na porta informa o encerramento das atividades e orienta os clientes a procurarem a unidade da Parangaba para atendimento e continuidade dos serviços. A empresa não divulgou oficialmente quais lojas serão impactadas no estado. Segundo o site da companhia, em maio de 2024, eram 29 unidades no Ceará, onde a rede atua desde 2011.

As lojas do Centro de Fortaleza e dos shoppings da capital seguem funcionando normalmente. Os shoppings Parangaba, RioMar Fortaleza, RioMar Kennedy, Center Um, North Shopping Fortaleza, Jóquei e Maracanaú confirmaram que não há previsão de fechamento de suas unidades.

Recuperação judicial de R$ 17,3 bilhões

A Casas Bahia protocolou pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo para renegociar cerca de R$ 17,3 bilhões em dívidas. A empresa justificou a medida pelos juros elevados, restrição ao crédito, aumento de custos e queda no consumo.

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Os fechamentos fazem parte da segunda fase de reestruturação da companhia. Em 2023, 55 lojas já haviam sido encerradas, com redução de postos de trabalho. No segundo trimestre de 2024, a varejista registrou prejuízo líquido de aproximadamente R$ 978 milhões, com receita líquida de R$ 800 milhões.

A empresa afirmou que pretende manter o funcionamento das lojas físicas, do e-commerce e dos demais canais de venda, sem impacto relevante para os consumidores neste momento. Em 2024, a rede já havia recorrido a um processo de recuperação extrajudicial para renegociar cerca de R$ 4 bilhões.

Impactos no Ceará

Segundo o presidente do Sistema Fecomércio Ceará, Luiz Fernando Bittencourt, o impacto da crise no mercado cearense dependerá da disponibilidade de caixa para sustentar estoques e aluguéis, além das decisões apresentadas no plano de recuperação judicial. A federação destacou que o caso não representa a situação de todo o comércio, já que tem como base um endividamento próprio elevado do grupo.

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Redação Se Liga Fortal
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