A engenharia social segue como principal arma de criminosos no Brasil. Dados da datatech Quod revelam que golpes baseados em falsas identidades, call centers fraudulentos e operações policiais simuladas respondem por 40% dos indícios de fraudes financeiras no país. No primeiro semestre de 2026, foram registrados mais de 9 milhões de casos suspeitos ou confirmados, representando alta de 10,26% comparado ao semestre anterior. Desses, mais de 3,6 milhões estão ligados à engenharia social.
O celular é o principal veículo desses golpes, presente em 78% das ocorrências, enquanto o Pix aparece como meio de transferência em 85% dos casos. Os criminosos exploram a confiança e as emoções das vítimas, criando situações de urgência e falsa autoridade para induzir decisões rápidas. A inteligência artificial tornou as abordagens ainda mais sofisticadas, com clonagem de voz, falsificação de imagens e documentos. Segundo José Oliveira, diretor de Tecnologia da Certta, a engenharia social ataca a decisão humana, enquanto fraudes tradicionais atacam sistemas e identidades – camadas diferentes do mesmo problema.
Os jovens entre 18 e 34 anos representam quase metade das vítimas (49,06%), e pessoas que recebem até dois salários mínimos correspondem a 58% dos atingidos. No período analisado, 3,1 milhões de pessoas sofreram fraudes, com cerca de 799 mil caindo vítimas duas ou mais vezes. Para especialistas, a prevenção requer tanto investimento em tecnologia quanto conscientização do usuário – desconfiar de urgências, confirmar contatos pelo canal oficial do banco, nunca compartilhar senhas e verificar destinatários de transferências são medidas essenciais para se proteger.
Com informações da Agência Brasil.


