A Grande Fortaleza registrou a segunda maior taxa de inflação do Brasil no acumulado até julho de 2024, com alta de 4,11%. Os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) foram divulgados nesta terça-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A capital cearense ficou atrás apenas de Recife, que liderou o ranking com 4,25%, e superou a média nacional de 3,51% em 0,6 ponto percentual. Rio de Janeiro (4,08%), Belém (3,82%) e Goiânia (3,76%) completam as cinco primeiras posições.
Leia mais: fique por dentro das últimas notícias do Ceará, Brasil e do Mundo
Educação e transporte puxam alta em Fortaleza
Segundo o levantamento, os grupos de educação (6,3%) e transportes (5,48%) foram os que mais pressionaram a inflação na capital e região metropolitana. Os principais vilões foram os reajustes no ônibus urbano (20,41%), táxi (18,69%) e óleo diesel (18,69%).
Entre os produtos, os maiores aumentos foram registrados no tomate (106,4%), cenoura (106,4%), batata-inglesa (99,87%), cebola (93,91%) e manga (48,31%). Todos os grupos pesquisados apresentaram alta no período, com variações de 1,63% em artigos de residência a 4,77% em saúde e cuidados pessoais.
Inflação desacelera em julho
Apesar do acumulado elevado, a prévia da inflação desacelerou em julho, caindo de 0,33% em junho para 0,13% no mês passado. Mesmo assim, a taxa ficou acima da nacional (0,06%). No recorte mensal, três grupos apresentaram deflação: comunicação (-0,14%), transportes (-0,09%) e alimentação e bebidas (-0,08%). Habitação manteve-se estável.






