No 13º dia após a catástrofe que devastou a fronteira do Nepal com a China, equipes de resgate intensificam as buscas por cerca de 900 trabalhadores desaparecidos em projetos hidrelétricos. Segundo o Exército nepalês, aproximadamente 121 delas podem estar presas em uma extensa rede de túneis nas usinas. Os resgates realizados nos últimos dias — incluindo quatro pessoas retiradas com vida dos escombros — reacendem a esperança de encontrar sobreviventes. As equipes acreditam que há possibilidades reais de sobrevivência, já que muitos túneis possuem bolsas de ar e espaços onde os trabalhadores poderiam se abrigar.
O desastre ocorreu em 26 de agosto, quando o desabamento de uma geleira causou um fluxo massivo de lama e rochas que invadiu um rio, desencadeando enchentes devastadoras que arrasaram cidades e vilarejos ao longo da fronteira himalaia. Além dos 1.380 mortos confirmados, mais de 5.500 pessoas ainda estão desaparecidas no Nepal e no Tibete. Na região chinesa, autoridades recuperaram 12 corpos adicionais e continuam buscando centenas de turistas estrangeiros, muitos deles indianos em peregrinação a locais sagrados. O Nepal solicitou à comunidade internacional equipamentos especializados, incluindo drones de alta capacidade, pontes Bailey e kits de DNA para acelerar as operações.
Nesta segunda-feira, o país marca o 13º dia após o desastre — tradicionalmente o último dia de luto nos ritos hindus — com bandeiras hasteadas a meio-mastro em órgãos governamentais e representações diplomáticas. Diferentemente de anos anteriores, o governo não organizou eventos de grande porte, priorizando as operações de busca e resgate ainda em andamento. O presidente Ram Chandra Paudel visitou pessoalmente as áreas afetadas para avaliar os danos. Na prisão distrital de Nuwakot, agentes de segurança conseguiram resgatar 923 detentos transferindo-os para um edifício em terreno mais elevado antes da invasão das águas, além de recapturar 50 presos que fugiram durante o caos.
Com informações da Agência Brasil.


