A Polícia Técnico-Científica de São Paulo e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) selaram, na última quinta-feira, um acordo de cooperação inédito para identificação de 300 ossadas custodiadas pelo Instituto Médico Legal (IML) paulista. Por meio de análises genéticas avançadas, a parceria pretende esclarecer a identidade de pessoas desaparecidas e trazer respostas aos seus familiares.
O trabalho funcionará com a comparação de perfis genéticos extraídos das ossadas com dados de parentes de desaparecidos já armazenados em bancos de dados genéticos. Familiares de pessoas desaparecidas há mais de 30 dias podem agendar a coleta de material genético diretamente pelo site do Instituto Médico Legal. Segundo a perita criminal Maria Paula Valadares, a cooperação ampliará significativamente a capacidade de processamento das amostras. “A parceria representa um avanço importante no trabalho de identificação dessas ossadas. Com o auxílio do Comitê, poderemos ampliar o processamento das amostras e avançar nas análises genéticas, contribuindo para esclarecer suas identidades”, ressaltou.
Para Fernando Fornaris, coordenador de Proteção da Delegação do CICV para Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai, a iniciativa transcende as investigações criminais. “O trabalho representa uma forma de preservar a dignidade das pessoas falecidas e de seus familiares”, enfatizou. A cooperação marca um passo importante no combate ao desaparecimento forçado e na busca pela verdade nos casos que ainda permanecem sem solução.
Com informações da Agência Brasil.


