Ceará

Suspeito é preso em Tianguá por abuso infantil no Telegram

Homem de 34 anos foi detido durante operação nacional que mira rede de compartilhamento de material de exploração sexual infantojuvenil

Suspeito é preso em Tianguá por abuso infantil no Telegram
Suspeito é preso em Tianguá por abuso infantil no Telegram (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

A Polícia Civil do Ceará prendeu um homem de 34 anos suspeito de armazenar e compartilhar material de abuso sexual infantojuvenil em Tianguá, interior do estado. A prisão aconteceu na noite desta quarta-feira (24) durante a terceira fase de uma megaoperação nacional comandada pela Polícia Civil do Paraná.

A ação teve como alvo uma rede criminosa que utilizava o aplicativo Telegram para trocar arquivos de exploração sexual de crianças e adolescentes. No total, foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e oito de busca e apreensão em diferentes estados brasileiros.

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Celular apreendido será periciado

Após a detenção realizada por equipes da Delegacia Municipal de Tianguá, os policiais foram até a casa do suspeito e apreenderam um aparelho celular. O dispositivo será submetido à perícia técnica especializada para coleta de provas e identificação de outros possíveis envolvidos no esquema criminoso.

De acordo com a Polícia Civil do Ceará, a análise do material eletrônico será fundamental para o aprofundamento das investigações no estado.

Operação começou no Paraná

A investigação teve início na cidade de Palmas, no Paraná, após a apreensão de um celular contendo fotos e vídeos de abuso sexual de menores. A perícia no aparelho revelou a existência de um grupo no Telegram dedicado ao compartilhamento desse tipo de conteúdo ilegal.

Com informações fornecidas pela plataforma, os investigadores identificaram oito suspeitos residentes no Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Ceará, Pernambuco e Distrito Federal. Dois alvos não foram localizados e são considerados foragidos.

Apoio nacional e internacional

A operação contou com suporte técnico do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e do Ministério da Justiça. Também houve colaboração da Homeland Security Investigations (HSI), agência de segurança dos Estados Unidos.

Esta é a terceira fase da operação. Nas etapas anteriores, realizadas em fevereiro e outubro de 2025, foram presas 24 pessoas e cumpridos 98 mandados de busca em todo o país. A Polícia Civil reforça que as investigações continuam e pede que denúncias sejam feitas pelos canais oficiais das forças de segurança.

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