A noite de quarta-feira (5) marcou o início da décima edição da Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô) no coração histórico de Salvador. Com um público entusiasmado, a cerimônia de abertura reuniu música, poesia e manifestações teatrais que celebraram a grande homenageada do ano: a poetisa Myriam Fraga (1937-2016). O show musical de Belô Velloso e a intervenção teatral com versos da poetisa criaram uma atmosfera de encontro cultural e resistência literária que caracteriza o evento.
Entre os participantes presentes na abertura estavam escritoras baianas que vêm usar o palco da Flipelô para lançar suas obras. Maria do Carmo, de Mutuípe, apresentará “Trilhas de Alforria”, livro que aborda o combate ao racismo, enquanto Magnólia Gomes de Oliveira lançará “Destinos Entrelaçados” na Casa Motiva. Ambas destacam a importância do evento como espaço de representatividade cultural e acesso democrático à literatura. “Feira literária é espaço de representatividade cultural e mistura de vivências que engrandece ainda mais a literatura”, afirmou Maria do Carmo.
O evento, que segue até domingo (9), é o maior festival literário da Bahia e reúne mais de 500 escritores brasileiros e nove estrangeiros, incluindo nomes como Ana Maria Gonçalves, Itamar Vieira Júnior e Milton Hatoum. Realizado anualmente pela Fundação Casa de Jorge Amado, a Flipelô marca um ano especial com os 10 anos de existência do festival, os 25 anos da morte do escritor Jorge Amado e os 40 anos de criação de sua fundação. O evento segue a inspiração da Flip de Paraty e mantém viva a memória literária baiana através da programação cultural que abrange música, dança e representação teatral.
Com informações da Agência Brasil.




