O Banco Central anunciou nesta segunda-feira (22) uma novidade para quem utiliza o Pix por aproximação: agora é possível consultar o saldo disponível na conta antes de concluir a transação. A funcionalidade promete reduzir falhas em pagamentos causadas por saldo insuficiente.
Batizada de “jornada otimizada”, a opção dispensa o cliente de passar por múltiplos processos de autorização para compartilhar dados e vincular a conta. Segundo o BC, o usuário poderá autorizar o compartilhamento de informações de saldo e limite ao conectar sua conta no Pix por aproximação em carteiras digitais ou ao permitir movimentações automáticas via Open Finance.
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Novos produtos e mais segurança
De acordo com Matheus Rauber, chefe de subunidade no Departamento de Regulação do Sistema Financeiro (Denor), bancos e empresas poderão criar soluções inovadoras com essa funcionalidade, incluindo checkouts mais ágeis e com menor taxa de abandono de compra. “Deve estar claro para o cliente a finalidade de uso dessas informações. Como em qualquer compartilhamento de dados, é importante verificar de que forma essa informação será utilizada”, alertou.
Como funciona o Pix por aproximação
Disponível desde fevereiro de 2025, o Pix por aproximação permite pagamentos pelo celular sem abrir o aplicativo do banco, similar aos cartões de débito e crédito. O limite por transação é de R$ 500, podendo ser ajustado pelo usuário.
Atualmente, 12 empresas de maquininhas já aderiram ao Google Pay para aceitar a modalidade: Azulzinha, Bin, Cielo, Fiserv, Getnet, Mercado Pago, Pagbank, Rede, Safra Pay, Sicredi, Stone e Sumup. Samsung Pay e Apple Pay ainda não se cadastraram no Banco Central, impedindo usuários de iPhone de acessar o serviço.
Para utilizar, é necessário cadastrar a conta na carteira digital e aproximar o celular das maquininhas autorizadas. A chave Pix e o QR Code continuam funcionando normalmente como opções alternativas de pagamento.






