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PM do Rio intensifica operações contra Comando Vermelho na Região Metropolitana

A Polícia Militar realiza operações em comunidades do Rio de Janeiro e região metropolitana contra o Comando Vermelho, com participação de 27 batalhões. As ações resultaram em prisões, apreensão de armas e drogas, em contexto de crescente violência na região.

A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (Pmerj) intensificou o combate ao crime organizado nesta quinta-feira (13), realizando uma série de operações coordenadas contra o Comando Vermelho em comunidades da capital fluminense e da região metropolitana. A mobilização contou com 27 batalhões e unidades especializadas do Comando de Operações Especiais (COE), atuando em cidades como São Gonçalo, Niterói, Magé, Itaboraí, Duque de Caxias, São João de Meriti e Queimado.

As operações tiveram como objetivos combater roubos de veículos e cargas, conter a expansão da facção, cumprir mandados de prisão, apreender armas e drogas, além de recuperar veículos roubados e remover barricadas erguidas por traficantes. Durante as ações, houve enfrentamentos e apreensões significativas: na Cidade de Deus, dois homens foram baleados e com eles a polícia apreendeu uma pistola, uma granada e drogas; no Quitungo, um suspeito de envolvimento na morte do sargento Marco Antônio Matheus Maia foi preso com um fuzil AR-10. Além disso, barricadas foram removidas no Complexo do Chapadão e fuzis foram apreendidos em Niterói.

As operações ocorrem em um cenário de violência crescente na região. Segundo o Instituto Fogo Cruzado, apenas em julho foram registrados 34 tiroteios motivados por conflitos entre facções criminosas e milícias — o maior número do ano. O quadro agravou-se após a fonoaudióloga Aline de Siqueira Affonso, 53 anos, ser atingida por bala dentro de um ônibus durante confronto policial, tornando-se a milésima pessoa baleada no Grande Rio em 2026. De acordo com a ONG, até 12 de agosto, 537 pessoas foram mortas e 463 ficaram feridas por disparos na região metropolitana, representando uma média de 30 baleados por semana. O coordenador do Instituto Fogo Cruzado, Carlos Nhanga, alertou que a violência armada ultrapassa os locais de confronto, impondo riscos a cidadãos que circulam pela cidade em ônibus e outros meios de transporte.

Com informações da Agência Brasil.

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