Economia

Dívida Pública ultrapassa R$ 9,2 trilhões com alta de 2,61% em junho

A Dívida Pública Federal (DPF) cresceu 2,66% em junho, chegando a R$ 9,033 trilhões, impulsionada pela forte emissão de títulos vinculados à Taxa Selic. Apesar do aumento, o endividamento segue abaixo das projeções do Tesouro Nacional para 2026.

A Dívida Pública Federal (DPF) avançou 2,66% em junho, saltando de R$ 8,798 trilhões em maio para R$ 9,033 trilhões no mês passado, conforme divulgado nesta quarta-feira (29) pelo Tesouro Nacional. O crescimento foi impulsionado pela emissão robusta de títulos vinculados à Taxa Selic, a taxa básica de juros da economia, que permanecia em 14,25% ao ano. Além disso, a apropriação de R$ 85,16 bilhões em juros também contribuiu para pressionar o endividamento do governo.

O Tesouro emitiu R$ 143,35 bilhões em títulos a mais do que resgatou em junho, com R$ 102,57 bilhões apenas em papéis ligados à Selic. A composição da dívida sofreu variações: os títulos vinculados à Selic passaram de 48,99% para 49,32%, enquanto os corrigidos pela inflação recuaram de 26,26% para 25,9%. Apesar da alta registrada, a dívida pública ainda está abaixo do previsto pelo Plano Anual de Financiamento (PAF), que projeta um estoque entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões ao final de 2026.

O colchão da dívida pública — reserva financeira usada em momentos de instabilidade — atingiu seu maior nível desde 2015, alcançando R$ 1,346 trilhão em junho, suficiente para cobrir 8,33 meses de vencimentos. A Dívida Pública Federal externa também cresceu 2,12%, chegando a R$ 347,71 bilhões, principalmente pela alta de 2,37% do dólar no período. Instituições financeiras dominam a composição dos detentores (31,76%), seguidas por fundos de pensão (22,52%) e fundos de investimentos (22%), enquanto a participação de não-residentes caiu para 9,95%, refletindo tensões no mercado financeiro.

Com informações da Agência Brasil.

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