Economia

FUP apresenta 50 propostas para fortalecer Petrobras e garantir transição energética justa

A Federação Única dos Petroleiros divulgou plataforma com propostas para o setor de óleo e gás, pedindo aumento do controle estatal na Petrobras e redução de dividendos aos acionistas. As medidas buscam influenciar o debate público nas eleições de 2026 e garantir uma transição energética que privilegie o desenvolvimento nacional.

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) lançou nesta terça-feira (11) um pacote com 50 propostas destinadas a reformular o setor de óleo e gás no Brasil e orientar a transição energética do país. O documento, elaborado em parceria com o Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), foi apresentado durante o Congresso Nacional da categoria e busca influenciar o debate público nas eleições de 2026. Entre as principais demandas estão o fortalecimento do papel da Petrobras como estatal, o aumento do controle acionário do Estado sobre a companhia e a redução significativa de dividendos pagos aos acionistas.

Os petroleiros defendem a reestatização de refinarias privatizadas nos últimos anos, como Mataripe (BA), Clara Camarão (RN), SIX (PR) e Ream (AM), além de subsidiárias como BR Distribuidora e Liquigás. A FUP também reivindica o retorno da obrigatoriedade de a Petrobras ser operadora única no regime de partilha de áreas do pré-sal, conforme a Lei nº 12.351 de 2010, mudança que foi revogada em 2016. A coordenadora-geral da federação, Cibele Vieira, enfatizou que as propostas consideram a transição energética sob uma perspectiva humanista, que combata a pobreza energética e o desenvolvimento nacional, sem eliminar abruptamente os combustíveis fósseis, que respondem por 45% da demanda interna de energia.

A plataforma está estruturada em quatro eixos: Soberania Nacional e Distribuição Justa da Riqueza, que propõe a criação de fundos específicos para gestão da renda petrolífera; Desenvolvimento Social e Integração Produtiva, que busca expandir a capacidade de refino nacional; Foco na Petrobras, para fortalecer a empresa como instrumento de política pública; e Transição Energética Justa, que defende a participação social e sindical nas decisões sobre o tema. O documento também propõe a criação de impostos sobre exportação de petróleo cru e sobre lucros extraordinários das empresas do setor, para financiar a transição e favorecer o refino nacional.

Com informações da Agência Brasil.

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