O mercado financeiro brasileiro registrou um dia de ganhos nesta terça-feira, com o dólar apresentando forte recuo e encerrando o pregão a R$ 5,089, sua menor cotação em um mês. A desvalorização da moeda americana ocorreu em ambiente favorável aos ativos domésticos, reflexo também da movimentação nos mercados internacionais e do comportamento das moedas de países emergentes.
O Ibovespa acompanhou a tendência positiva, avançando 1,2% para os 187.366,84 pontos, marcando seu melhor fechamento desde maio. A bolsa de valores chegou a tocar os 189.487,70 pontos durante a sessão, com as ações da Petrobras entre as mais valorizadas. As preferenciais da estatal subiram 2,08%, enquanto os papéis ordinários ganharam 2,36%, acompanhando a alta do petróleo no mercado internacional. O volume negociado na B3 atingiu R$ 29,76 bilhões, enquanto o fluxo de investimentos estrangeiros permanecia positivo, com entrada líquida de R$ 3,9 bilhões nos primeiros três pregões de setembro.
No cenário externo, os preços do petróleo avançaram diante da escalada das tensões no Oriente Médio, especialmente após ataques contra instalações energéticas na Arábia Saudita. O barril Brent subiu 0,9%, atingindo US$ 97,92 — seu melhor nível desde julho —, enquanto o WTI ganhou 1,7%, alcançando US$ 93,03. As preocupações com possíveis interrupções no abastecimento, especialmente pelo Estreito de Ormuz, onde passa cerca de 20% do suprimento mundial, mantêm os preços elevados, apesar de reduções parciais dos ganhos pela manhã relacionadas aos efeitos inflacionários dos combustíveis mais caros.
Acumulando queda de 7,28% no ano, o dólar recua 1,82% em setembro após ter subido 2,16% em agosto. A cotação da moeda oscilou entre R$ 5,1289 (máxima) e R$ 5,0713 (mínima) durante a sessão.
Com informações da Agência Brasil.




