Economia

CNPE cria grupo de trabalho para traçar futuro da eletromobilidade no Brasil

Conselho Nacional de Política Energética aprova criação de grupo coordenado pelo Ministério de Minas e Energia para elaborar Estratégia Nacional de Eletromobilidade. Iniciativa acontece em meio ao crescimento de 70% nas vendas de veículos elétricos e híbridos.

Impulsionado pelo crescimento acelerado da frota de veículos elétricos e híbridos no país, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou nesta semana a criação de um grupo de trabalho dedicado à elaboração da Estratégia Nacional de Eletromobilidade. Coordenado pelo Ministério de Minas e Energia (MME), o colegiado reunirá subsídios técnicos e propostas para orientar a expansão sustentável do setor nos próximos anos.

O grupo de trabalho terá como foco discussões sobre infraestrutura de recarga, impactos na rede elétrica nacional, desenvolvimento da cadeia de baterias, questões ambientais e mobilidade urbana. Entre as prioridades estão avaliar a expansão da rede de carregamento, garantir a sustentabilidade dos minerais utilizados na fabricação de baterias e analisar os efeitos do crescimento da frota sobre a demanda energética do país. Com prazo de 120 dias para concluir os trabalhos, prorrogável por período igual, o grupo entregará um diagnóstico completo e apresentará propostas para a estratégia nacional ao CNPE.

Os números justificam a urgência da iniciativa. De acordo com a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), entre janeiro e setembro de 2026 foram emplacados 381,6 mil veículos leves eletrificados, volume quase 70% superior ao registrado em todo o ano anterior. Deste total, 303,4 mil dependem de recarga na rede elétrica, representando cerca de 80% do mercado. Em setembro, os veículos eletrificados responderam por impressionantes 19,8% das vendas totais de automóveis leves no Brasil, sinalizando a transformação do setor.

Segundo o MME, este crescimento está alinhado com as projeções do Plano Nacional de Energia 2055, que prevê maior participação da eletricidade nos transportes e aumento da demanda por minerais estratégicos. A expansão acelerada também demandará investimentos significativos em infraestrutura de recarga e na modernização das redes de distribuição de energia elétrica para acompanhar essa nova realidade.

Com informações da Agência Brasil.

Veja também