Passageiras do Terminal do Antônio Bezerra, em Fortaleza, têm relatado sensação de insegurança ao utilizar o túnel subterrâneo do equipamento. A baixa movimentação fora dos horários de pico e a ausência de agentes de segurança em determinados períodos aumentam o receio de crimes, especialmente contra mulheres.
Desde maio passado, após um idoso de 72 anos ser atropelado por um ônibus, os passageiros são orientados a usar exclusivamente o túnel para circular no terminal. A medida reacendeu um debate antigo sobre a segurança no local.
Medo de assédio e violência
“Tenho receio de passar por lá. É uma insegurança que temos. Não só de assalto, mas de outra coisa pior”, relata a jornalista Isadora Alcântara, 25 anos. Ela destaca que o medo é compartilhado por outras mulheres que frequentam o terminal.
O período noturno intensifica a sensação de insegurança. Mesmo com iluminação no túnel, algumas passageiras preferem arriscar trafegar entre os ônibus a usar a passagem subterrânea.
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Etufor defende uso dos túneis
Em nota, a Etufor afirmou que os túneis são a única forma segura de evitar atropelamentos. O órgão destacou que quase 100 mil pessoas e mais de 40 linhas circulam diariamente pelo terminal, gerando fluxo intenso nos horários de pico.
A empresa informou que realizou em junho a campanha “Passagem Segura” para orientar usuários. Segundo a Etufor, a movimentação nos túneis aumentou após a ação e as travessias inadequadas reduziram. O órgão também afirmou que a Guarda Municipal atua 24 horas no local.
Falta de faixa de pedestres e problemas nos elevadores
Diferente dos terminais do Papicu e Parangaba, o Antônio Bezerra não possui faixa de pedestres ligando as plataformas. A ausência aumenta o tempo de deslocamento e pode fazer passageiros perderem ônibus.
A acessibilidade também é um problema. Pedro Custódio, 33, que usa muletas por dificuldade de locomoção, conta que já tentou usar os elevadores do terminal para evitar as rampas do túnel, mas não conseguiu.






