Autoridades policiais localizaram e destruíram mais uma plantação de maconha no Ceará. Desta vez, o flagrante aconteceu em Redenção, onde cerca de 600m² de cultivo ilegal foram incinerados após denúncia anônima recebida pela Polícia Militar.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), a Polícia Civil já identificou o dono do terreno onde funcionava a plantação. As investigações prosseguem para localizar e prender todos os responsáveis pelo cultivo da droga. A área equivale a meio hectare, o que corresponde aproximadamente à metade de um campo de futebol oficial.
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Segundo caso em menos de três semanas
Esta é a segunda grande apreensão de plantação de maconha no Estado em um intervalo de 20 dias. No dia 25 de junho, policiais descobriram uma plantação com aproximadamente 290 mil pés da planta em Acopiara, no interior cearense. Aquela operação utilizou aeronaves e drones para mapear os três hectares de cultivo em área isolada.
Polêmica em Acopiara gera investigação interna
O caso de Acopiara gerou controvérsia após o deputado federal André Fernandes denunciar falhas na custódia da droga. Em vídeos publicados nas redes sociais, ele mostrou pés de maconha ainda preservados, contrariando a obrigação legal de incineração imediata.
A denúncia motivou visita do governador Elmano de Freitas ao local. “Não vamos passar a mão na cabeça de ninguém”, afirmou o governador, que determinou apuração rigorosa dos fatos e cobrou do deputado que identificasse autoridades que teriam tentado suspender o trabalho policial.
Dias depois, nova denúncia apontou que a droga teria sido enterrada em vez de incinerada. A Polícia Civil esclareceu que foi utilizada técnica de “destruição e incineração controlada” do Corpo de Bombeiros, que consiste em queimar o material em valas e cobrir com terra para evitar propagação do fogo.
Dois delegados foram afastados e respondem a procedimento administrativo pelo caso. O proprietário do terreno em Acopiara, João Holanda Neto, 59 anos, chegou a ser preso mas foi liberado em audiência de custódia por questões de saúde. As investigações seguem em andamento nos dois casos.






