Fortaleza

Vítima de bullying em escola de Fortaleza tinha medo de voltar às aulas, diz mãe

Estudante de 11 anos do Colégio Militar do Corpo de Bombeiros relatou agressões. Pais pediram transferência, mas não foram atendidos.

Vítima de bullying tinha medo de voltar às aulas, diz mãe
Vítima de bullying tinha medo de voltar às aulas, diz mãe

A mãe de uma estudante de 11 anos que morreu na última semana revelou que a filha demonstrava medo de retornar às aulas após relatar episódios de bullying no Colégio Militar do Corpo de Bombeiros Escritora Rachel de Queiroz (CMCB), em Fortaleza. A jovem chegou a pedir para deixar a instituição.

Segundo a família, os pais só descobriram a situação durante as férias escolares de julho. Após tomarem conhecimento dos relatos de violência, solicitaram a transferência da estudante e cobraram providências da direção do colégio. Para seguir diretrizes de cobertura responsável sobre suicídio, os nomes da vítima e dos familiares não serão divulgados.

Escola nega transferência

Em nota divulgada na segunda-feira (28), o CMCB lamentou a morte e afirmou ter adotado todas as medidas previstas nos protocolos internos. A instituição informou que o pedido de transferência feito no início de 2026 foi motivado, segundo a escola, por questões logísticas relacionadas ao deslocamento entre Maracanaú e Fortaleza.

O colégio justificou que a transferência não pôde ser atendida porque o Regimento Interno dos Colégios Militares Estaduais exige que o estudante conclua pelo menos um ano letivo antes de uma transferência entre unidades militares. A família foi orientada a buscar vaga em outra escola pública ou privada.

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“Disse que resolveriam o bullying”

A mãe afirma que, após descobrir os relatos de violência, voltou à escola para pedir novamente a transferência. “Eu disse: ‘Por favor, transfiram minha filha porque está acontecendo isso, isso, isso’. A resposta foi que não podiam fazer nada em relação à transferência, mas que resolveriam a questão do bullying”, relatou.

Com a proximidade do retorno das atividades escolares, a estudante ficou apreensiva. “A gente estava organizando a compra do novo fardamento para a volta às aulas. Foi quando ela começou a ficar desesperada”, lembra a mãe. Antes de revelar a situação, a adolescente escondia hematomas, justificando que havia sofrido quedas durante atividades esportivas.

“Muita gente pergunta por que eu não tirei minha filha da escola. Se eu soubesse o que ia acontecer, eu teria tirado. Mas eu não sabia”, lamenta a mãe.

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Redação Se Liga Fortal
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