Vinte e cinco anos após os atentados de 11 de setembro de 2001, as imagens das Torres Gêmeas em chamas continuam entre as cenas mais impactantes do século 21. O ataque terrorista que paralisou o mundo permanece vivo na memória coletiva global.
Quase 3 mil pessoas perderam a vida quando terroristas da Al Qaeda sequestraram aviões comerciais e os lançaram contra o World Trade Center, em Nova York, e o Pentágono, em Arlington, na Virgínia. Um quarto avião caiu em área rural de Shanksville, na Pensilvânia, antes de atingir seu alvo.
Para o professor Eugênio Bucci, da Escola de Comunicações e Artes da USP, a transmissão ao vivo e a repetição constante das imagens geraram um trauma coletivo sem precedentes. “Isso abriu uma ferida no olhar. O atentado conseguiu ferir todas as pessoas”, analisa o especialista.
Bucci destaca o papel da televisão ao vivo em uma época anterior à popularização da internet. A repetição incessante das cenas criou o que ele chama de “tempo congelado”, expandindo poucos minutos de tragédia em horas de cobertura que marcaram para sempre quem assistiu.
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O fenômeno fez com que pessoas ao redor do planeta se lembrem exatamente onde estavam quando souberam dos ataques, consolidando o 11 de setembro como um divisor de águas na história contemporânea.






