Política

OMS reconhece SUS como modelo universal de saúde para o mundo

Diretor-geral da Organização Mundial da Saúde elogiou o Sistema Único de Saúde brasileiro durante visita ao Rio de Janeiro, destacando sua cobertura universal para mais de 200 milhões de pessoas. Brasil também avança na eliminação da hepatite B e expande infraestrutura para tratamento oncológico.

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, reconheceu o Sistema Único de Saúde (SUS) como um exemplo mundial durante visita ao Hospital Federal do Andaraí, na Zona Norte do Rio de Janeiro, nesta terça-feira (28). Acompanhado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, Tedros destacou que poucos países possuem um sistema público de saúde com cobertura tão ampla. “O SUS é um dos raríssimos sistemas de saúde no mundo que cobre toda a população, garantindo acesso às pessoas que não têm condições de pagar pelos serviços”, afirmou, ressaltando que o Brasil demonstra que a saúde deve ser universal e para todos, não apenas para alguns.

Durante a visita, o Brasil também apresentou à OMS avanços significativos no combate a doenças. Tedros participou da entrega do dossiê que marca o início do processo de certificação internacional para a eliminação da transmissão vertical da hepatite B (de mãe para filho) como problema de saúde pública no país. O diretor-geral elogiou os anos de trabalho de profissionais de saúde, pesquisadores e comunidades envolvidas no resultado. O presidente Lula reafirmou que nenhum país com mais de 100 milhões de habitantes possui um sistema universal funcionando como o SUS, fruto do empenho de todos os trabalhadores da saúde.

O ministro da Saúde anunciou que o Brasil consolidará a maior rede pública universal de prevenção, diagnóstico e tratamento de câncer do mundo, com expansão da infraestrutura oncológica, novos centros de radioterapia, cirurgia robótica e ampliação do Brasil Sorridente. A visita de Tedros ocorreu durante sua passagem pelo Brasil para participar da Conferência Internacional sobre HIV/Aids e reforçar a cooperação entre a OMS e instituições brasileiras, incluindo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Com informações da Agência Brasil.

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