O cenário das vacinas na infância preocupa organismos internacionais. Segundo levantamento divulgado pela Unicef nesta quarta-feira (15), 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma dose de vacina durante o primeiro ano de vida em 2025, enquanto outras 7,3 milhões não completaram o ciclo básico de proteção contra difteria, tétano e coqueluche (DTP). Os dados compilados junto a 195 países mostram um avanço em relação ao ano anterior, mas o índice de crianças zero-dose permanece em patamar considerado alto pelo fundo.
O maior desafio está concentrado em regiões instáveis. Mais da metade de todas as crianças sem acesso à vacinação vive em contextos frágeis ou afetados por conflitos, embora esses locais abriguem apenas um terço da população infantil mundial. Além disso, há preocupação com surtos de sarampo: em 2025, foram registrados mais de 411 mil casos em 57 países. A cobertura global para a segunda dose dessa vacina atingiu apenas 77%, ficando longe dos 95% considerados seguros pela comunidade científica.
O Brasil, porém, segue na contramão dessa tendência. O país apresenta melhora constante na cobertura vacinal, com redução significativa de crianças zero-dose, estimadas em 50 mil atualmente. Das principais vacinas, o ciclo completo da tríplice (DTP-3) mantém cobertura na faixa de 86%. Catherine Russell, diretora executiva do Unicef, destaca que governos e profissionais de saúde ajudaram a recuperação das taxas globais após a queda registrada na pandemia de Covid-19, mas alertas persistem sobre vulnerabilidades em regiões de conflito e instabilidade política.
Com informações da Agência Brasil.




