Uma pesquisa desenvolvida por cientistas cearenses descobriu que um composto extraído da moringa possui potencial para reduzir ansiedade e convulsões. O estudo foi conduzido pela Universidade Estadual do Ceará (UECE) em parceria com a Universidade de Fortaleza (Unifor) e publicado recentemente em revista científica internacional.
O trabalho investigou os efeitos do Moringa isothiocyanate-1 (MIC-1), substância bioativa presente na Moringa oleifera, planta popular no Nordeste e conhecida por suas propriedades nutricionais. Os testes pré-clínicos foram realizados com peixes-zebra adultos, modelo experimental amplamente usado em neurociência para avaliar comportamentos relacionados ao sistema nervoso.
Da experiência familiar ao laboratório
O autor principal do estudo, o nutricionista e pesquisador João Victor Alves Martins, revelou que a ideia nasceu de uma vivência familiar. Durante a pandemia, seu pai, que é taxista, teve contato com sementes de moringa usadas popularmente para imunidade. A observação despertou o interesse científico e virou tema de mestrado na UECE.
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Os resultados indicaram atividade ansiolítica e anticonvulsivante do MIC-1, abrindo caminho para novas investigações sobre o uso de produtos naturais na saúde mental e no tratamento da epilepsia. Os pesquisadores reforçam que o estudo é pré-clínico e não indica a moringa como cura ou tratamento direto, mas contribui para o avanço da ciência sobre compostos bioativos.
A pesquisa reforça a importância da produção científica cearense e da colaboração entre instituições locais, aproximando o saber popular da investigação acadêmica em áreas estratégicas como neurociência e inovação em saúde.






