Uma usina solar instalada no Morro do Boa Vista, em Niterói (RJ), começou a gerar energia renovável para equipamentos públicos do município. O projeto-piloto, inaugurado no último fim de semana, ocupa uma área de 36 mil metros quadrados — equivalente a cinco campos de futebol — e conta com mais de 2 mil módulos fotovoltaicos.
Com investimento de R$ 7 milhões, a usina solar deve economizar R$ 5 milhões aos cofres municipais. Segundo a prefeitura, essa economia será suficiente para pagar o investimento em apenas dois anos de funcionamento. A estrutura produzirá aproximadamente 150 mil quilowatts-hora (kWh) de energia mensal, quantidade suficiente para abastecer 19 creches da cidade.
Além dos ganhos energéticos, o projeto trouxe benefícios infraestruturais para a comunidade Boa Vista, que abriga cerca de 1,8 mil moradores segundo o IBGE. Foram realizadas intervenções de recuperação da vegetação, implementação de sistemas de drenagem e instalação de estrutura de captação de água da chuva com capacidade de 30 mil litros. Esse sistema será utilizado na limpeza dos painéis, no combate a incêndios e na prevenção de erosão nas encostas.
Para o professor Lino Marujo, da Escola Politécnica da UFRJ, o projeto representa um modelo sustentável para outras cidades. “Essa iniciativa combina geração de energia renovável, captação de recursos hídricos e redução de riscos de deslizamentos”, avalia. O especialista destaca ainda o potencial socioeconômico da iniciativa, que pode gerar empregos locais e disseminar conhecimentos em tecnologias sustentáveis. A energia solar segue em expansão no Brasil: em 2025, é a terceira principal fonte da matriz elétrica nacional, com participação de 11,4%, atrás apenas da hidrelétrica (51,2%) e da eólica (14,9%).
Com informações da Agência Brasil.




