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Tensão no Golfo Pérsico reduz movimento de navios no Estreito de Ormuz

Conflito entre Irã e EUA provoca queda no tráfego de embarcações pelo estratégico Estreito de Ormuz. Navios desligam sistemas de rastreamento e reduzem passagens pela região.

O tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz registra queda significativa em meio à escalada de tensões entre Irã e Estados Unidos no Golfo Pérsico. Dados de rastreamento mostram que o fluxo diário de embarcações atingiu seu nível mais baixo desde 28 de junho nesta quinta-feira, com apenas dez navios atravessando a região, comparado a 14 no dia anterior e 22 no início da semana. O conflito intensificou-se após ataques iranianos a navios comerciais e retaliações americanas contra alvos no território iraniano.

Empresas de navegação e governos acompanham atentamente o movimento no estreito, vital para o comércio global de petróleo e gás. Navios-tanque de gás natural liquefeito continuam passando pela rota, incluindo embarcações vinculadas ao Japão que deixaram o Golfo desde terça-feira, assim como petroleiros gregos e qataris. No entanto, o padrão de navegação está mudando: navios passam a desligar seus transponders públicos de rastreamento, dificultando o monitoramento completo das operações.

Segundo analistas, a situação diferencia-se de conflitos anteriores. “O Irã está atacando navios que utilizam a rota de Omã, em vez de ter como alvo todos os navios”, explica Xavier Tang, analista sênior da Vortexa. Essa mudança de estratégia faz com que embarcações escolham rotas alternativas ou transitem de forma discreta ao cruzarem o estreito. O comportamento mais cauteloso das operações reflete a incerteza gerada pelas hostilidades e o risco crescente de novos confrontos na região.

Com informações da Agência Brasil.

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