O Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp) se tornou a principal via de escoamento da produção do agronegócio cearense para o mercado internacional. A infraestrutura logística do porto beneficia diretamente exportadores de frutas, mel, pescados e outros produtos agrícolas do Estado.
Em 2025, o agronegócio representou mais de 3% das principais mercadorias movimentadas pelo Pecém, totalizando 245,4 mil toneladas exportadas. As frutas lideram o ranking: foram 190,6 mil toneladas enviadas ao exterior no ano passado, crescimento de 14% em relação a 2024.
Metade das frutas brasileiras passa pelo Ceará
Segundo a Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), o Pecém é responsável por exportar 50% da produção nacional de frutas. A localização estratégica reduz o tempo de trânsito marítimo até a Europa, preservando a qualidade de produtos perecíveis.
“A eficiência logística é fundamental para frutas altamente perecíveis. O porto reduz perdas e amplia a vida útil dos produtos”, destaca Eduardo Brandão, diretor-executivo da Abrafrutas. O complexo também recebe frutas de Pernambuco e Rio Grande do Norte destinadas à exportação.
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Destinos e produtos
Os principais compradores dos produtos cearenses incluem China (cera de carnaúba), Egito (castanha de caju), Estados Unidos (água de coco, mel, pescados e sucos), Países Baixos (frutas) e Guiana (carnes). A União Europeia absorve cerca de 70% das frutas exportadas, com destaque para os Países Baixos.
As exportações do agronegócio cearense via Pecém movimentaram US$ 498 milhões em 2025, aproximadamente 1% do PIB estadual. A estrutura com contêineres refrigerados e a posição geográfica privilegiada consolidam o porto como peça-chave no comércio exterior do Nordeste.






