Anitta transformou experiências de fé, ancestralidade e busca por equilíbrio em inspiração musical para o álbum Equilibrivm II, seu oitavo trabalho de carreira. O projeto reúne sonoridades das religiões afro-brasileiras, música popular e ritmos urbanos em 17 faixas que refletem a própria história da cantora. Durante entrevista especial ao programa Sem Censura, da TV Brasil, transmitida nessa terça-feira (11), ela revelou como a espiritualidade, presente desde a infância, atravessou diferentes momentos de sua trajetória até chegar ao novo trabalho.
Devota do candomblé e filha de Logunedé, Orixá associado à beleza, riqueza e inteligência, Anitta compartilhou detalhes sobre suas raízes espirituais. Aos 8 anos, frequentava igreja aos domingos levada pela mãe, enquanto era acompanhada pelo pai, ligado à umbanda e posteriormente pai de santo no candomblé. Em 2018, a cantora enfrentou pressões para se posicionar politicamente, mas passava por um processo de reclusão religiosa no terreiro, fazendo santo por um mês. Foi nesse período que decidiu falar publicamente sobre sua devoção ao candomblé, apesar dos riscos que representava para suas campanhas publicitárias à época.
Durante o programa, Anitta também refletiu sobre a influência de Carmen Miranda em sua carreira e a importância de equilibrar a exposição profissional com a saúde física. A artista relatou ter chegado a um período de intenso desgaste causado pela rotina internacional, com viagens constantes e poucas pausas. O organismo inflamado e a perda de capacidade de recuperação levaram-na a procurar terapia há cerca de quatro anos, participando de um retiro onde escreveu parte das falas presentes no novo álbum. A edição especial do Sem Censura foi apresentada por Cissa Guimarães e contou com participações da diretora criativa Nídia Aranha, do babalorixá e antropólogo Rodney William, do jornalista Hugo Gloss e da debatedora Luana Xavier.
Com informações da Agência Brasil.




