O Produto Interno Bruto (PIB) do Ceará deve registrar crescimento de 1,6% em 2026 e de 1,2% em 2027, conforme projeções divulgadas pelo Departamento Econômico do Santander. Os números refletem a desaceleração prevista tanto para o Nordeste quanto para o Brasil como um todo.
O levantamento do banco utiliza dados oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) até 2023 e faz projeções para o período entre 2024 e 2027. A análise mostra que, apesar do ritmo mais moderado em comparação aos últimos anos, a economia cearense mantém trajetória de expansão.
Setor de serviços puxa o crescimento estadual
O segmento de serviços desponta como motor da economia cearense no biênio, com expectativa de crescimento de 2,1% em 2026 e 1,3% em 2027. Os índices colocam o Ceará acima das médias nacional e regional nos dois anos. Para o Nordeste, o Santander prevê expansão de 1,9% em 2026 e 0,9% em 2027 no setor. Já para o Brasil, as projeções são de 2% e 1%, respectivamente.
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O economista do Santander, Henrique Danyi, destaca que Ceará, Piauí e Maranhão se sobressaem no desempenho recente dos serviços. Ele relaciona o resultado à robustez do mercado de trabalho na região, ressaltando que os serviços prestados às famílias têm papel fundamental na atividade econômica nordestina.
A indústria também mantém perspectiva positiva de expansão no período, enquanto a agropecuária aparece como único setor com retração projetada. O cenário confirma a importância dos serviços na composição do PIB estadual, especialmente em atividades ligadas ao consumo das famílias e à geração de empregos formais.






