O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) acionou pela segunda vez em 2026 o plano emergencial para reduzir a geração de energia diante do excesso de oferta no Sistema Interligado Nacional (SIN). A medida ocorreu neste domingo (23), das 11h às 13h30, afetando apenas as distribuidoras e sem qualquer impacto para os consumidores finais. O objetivo foi preservar a segurança operacional do sistema diante da expectativa de menor consumo durante o fim de semana.
O plano prevê a restrição da geração de usinas Tipo 3, conectadas às redes de distribuição, incluindo pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), usinas a biomassa e empreendimentos eólicos e solares de menor porte. O ONS também adotou medidas complementares para reduzir a geração de usinas sob seu controle direto. Este é o segundo acionamento do ano, após a primeira ocorrência em 7 de junho, durante o feriado prolongado de Corpus Christi, quando foram gerenciados 1 mil megawatts (MW) das 10h às 14h.
O crescimento acelerado da geração distribuída, especialmente da energia solar, tem aumentado a complexidade da operação do sistema nacional. Segundo o ONS, o plano emergencial foi aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em 2025 para lidar com este cenário. Em resposta, o operador anunciou na última quinta-feira (20) o desenvolvimento de um sistema automático chamado Esquema Regional de Alívio de Geração (Erag), que poderá desligar automaticamente até 3 gigawatts (GW) de geração distribuída em situações críticas. Um projeto-piloto está previsto até o fim de 2026 em uma distribuidora, com possível expansão em 2027 se os testes forem bem-sucedidos.
A Associação Brasileira de Distribuidoras de Energia Elétrica (Abradee) informou que as distribuidoras seguirão as orientações do ONS, mas solicitou procedimentos mais detalhados para definir os cortes. Segundo a entidade, critérios claros são necessários para garantir segurança operacional e jurídica aos geradores. A geração distribuída, que reúne micro e minigeração, soma cerca de 50 GW de capacidade instalada no país e continua em expansão.
Com informações da Agência Brasil.




