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ONU aprova mudança de mapa-múndi para corrigir tamanho real de África e Ásia

A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou, nesta sexta-feira, a resolução ‘Corrija o Mapa’, que busca corrigir distorções cartográficas históricas que diminuem visualmente continentes como África, América do Sul e Sul da Ásia. A votação contou com 164 votos favoráveis, apenas um voto contra dos Estados Unidos e seis abstenções.

A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou nesta sexta-feira (4) a resolução ‘Corrija o Mapa’, uma proposta liderada pelo Togo e outros países africanos que busca corrigir distorções cartográficas presentes nos mapas-múndi desde o século 16. A votação resultou em 164 votos a favor, com apenas os Estados Unidos votando contra e seis abstenções. A mudança visa apresentar uma representação mais justa e precisa das dimensões continentais globais.

Segundo os defensores da proposta, a projeção de Mercator, criada em 1569 para fins de navegação, amplificou as massas de terra localizadas ao norte e ao sul da linha do Equador. Essa distorção histórica, perpetuada em materiais educacionais, mídia e documentos oficiais, criou uma ‘visão desequilibrada do mundo’ que impactou a percepção coletiva sobre os continentes. O ministro das Relações Estrangeiras de Togo, Robert Dussey, afirmou durante o debate que a aprovação reforça a equidade de representação e dignidade dos povos, corrigindo não apenas um mapa, mas a própria percepção global.

A União Africana apresentou o modelo ‘Terra Igual’ como solução de projeção cartográfica mais precisa para representar as verdadeiras dimensões de todos os continentes. A ONU espera que a aprovação da resolução estimule governos, organizações internacionais e outras entidades a adotarem este novo padrão. Segundo argumentos apresentados, os mapas constituem ferramentas educacionais, científicas e culturais fundamentais que moldam o imaginário coletivo, e a correção dessas distorções promoverá ‘justiça cognitiva e reparação memorial’ para fomentar melhor compreensão entre os povos.

Com informações da Agência Brasil.

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