O Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, o mais longevo do país, é protagonista de um drama cinematográfico real: após ser cancelado pela falta de orçamento do Distrito Federal, a governadora Celina Leão reverteu a decisão em questão de horas e garantiu os recursos necessários. A 59ª edição abre nesta sexta-feira (11), a partir das 19h30, no Cine Brasília, com o filme “A Pele Morta”, dirigido por Denise Moraes e Bruno Fatumbi Torres.
Com quase 2 mil inscrições — um recorde na história do festival — foram selecionados mais de 70 filmes que compõem uma programação diversificada. Além das mostras competitivas de longas e curtas-metragens, o evento apresenta mostras paralelas e sessões especiais. Destaque para a mostra “Vozes e Lutas”, que reúne produções focadas em movimentos políticos e culturais, incluindo “Pontos de Partida”, do cineasta Silvio Tendler. Outro destaque é a exibição em primeira mão de três episódios da série “Delegado”, dirigida por Marcelo Lordello e Leonardo Lacca, no sábado (12), às 18h.
Para a diretora-geral Sara Rocha, o festival representa um patrimônio imaterial tombado do Distrito Federal desde 2007. “Um patrimônio não é cancelável”, afirmou, reforçando a importância do evento para o cinema brasileiro. Nascido em 1965, o festival consolidou-se como espaço de debate sobre o audiovisual nacional e só foi suspenso duas vezes durante a ditadura militar. A expectativa é superar o número de espectadores e fortalecer a comunidade cinematográfica brasileira com mais esta edição.
Com informações da Agência Brasil.




