Economia

TST julga hoje dissídio da greve da Caixa que dura 19 dias

Tribunal decide nesta terça sobre conflito entre banco e trabalhadores em greve desde 10 de setembro por acordo coletivo.

TST julga hoje dissídio da greve da Caixa que dura 19 dias
TST julga hoje dissídio da greve da Caixa que dura 19 dias

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) realiza nesta terça-feira (29), à tarde, o julgamento do dissídio coletivo de greve envolvendo a Caixa Econômica Federal e seus funcionários. O movimento grevista já completa 19 dias, tendo iniciado em 10 de setembro.

A paralisação foi deflagrada após o vencimento do acordo coletivo de trabalho em 31 de agosto, sem que houvesse consenso nas negociações entre o banco e as entidades sindicais. A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (Contec) representam a categoria no embate.

Principal ponto de impasse

Segundo a Caixa, o principal entrave nas tratativas está no novo modelo de custeio do plano Saúde Caixa. A empresa pública decidiu recorrer à Justiça diante da falta de acordo após 13 rodadas de negociação e até mediação com o Ministério Público do Trabalho (MPT).

Os trabalhadores apresentaram contestação ao TST no último sábado (26), defendendo a legitimidade da greve. A categoria argumenta que o movimento é legal, que a responsabilidade pelo impasse não pode recair sobre os empregados e que questões estratégicas como o futuro do plano de saúde não podem ser impostas unilateralmente pelo banco.

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Liminar estabelece presença mínima

O ministro Mauricio Godinho Delgado, do TST, determinou no dia 25 a manutenção de pelo menos 60% dos funcionários em atividade por agência, seja presencial ou remotamente. O descumprimento acarreta multa diária de R$ 100 mil para a entidade sindical responsável.

A decisão atendeu parcialmente a Caixa, que solicitava 80% de presença, alegando prejuízos a serviços essenciais como compensação bancária e pagamento de benefícios sociais. O magistrado, porém, rejeitou o pedido do banco para proibir ações dos grevistas próximo às agências, destacando que não há evidências de excessos no movimento.

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Redação Se Liga Fortal
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