O dólar fechou abaixo de R$ 5 nesta sexta-feira (23), encerrando a semana com desvalorização significativa frente ao real. A moeda comercial caiu 0,92% e se posicionou a R$ 4,993, alcançando o menor patamar desde 9 de outubro. Na semana, a divisa acumulou recuo de 1,58%, revertendo a alta de 1,77% registrada na semana anterior. O movimento ocorreu no último pregão antes do segundo turno das eleições presidenciais, com investidores ajustando posições diante das expectativas para o resultado da disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro. A moeda brasileira apresentou o melhor desempenho entre as principais divisas globais.
Na bolsa, o Ibovespa ganhou 0,47%, fechando aos 205.082,56 pontos, com volume financeiro de R$ 30,7 bilhões negociados. Apesar do avanço da sexta-feira, o índice acumulou queda de 0,17% na semana, marcada pela cautela dos investidores. No acumulado de outubro, o índice registra valorização de 10,06%, enquanto no ano a alta chega a 27,28%. A sessão foi marcada pela forte performance de ações de petroleiras e mineradoras, que acompanharam a valorização do petróleo e do minério de ferro nos mercados internacionais.
O petróleo disparou com o agravamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio. O Brent subiu 3,13%, atingindo US$ 116,72 por barril, o maior nível desde abril, enquanto o WTI avançou 3,82% para US$ 103,27. Na semana, os contratos para dezembro subiram 6,24% (Brent) e 4,29% (WTI). Os ganhos foram sustentados pelos temores de novos confrontos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, além de riscos de interrupções no fornecimento global. O Departamento de Energia dos EUA autorizou medidas envolvendo a Reserva Estratégica de Petróleo para estabilizar o abastecimento de combustíveis.
Com informações da Agência Brasil.




