O surto de Ebola na República Democrática do Congo permanece em fase de expansão, sem perspectivas de estabilização no curto prazo. A constatação é da Organização Mundial da Saúde (OMS), que divulgou o alerta nesta terça-feira (7). Segundo a médica Anne Ancia, representante da organização no país, a movimentação da população continua sendo o principal fator propulsor da transmissão da doença na região.
O país africano registra 1.561 casos confirmados de Ebola, com 506 óbitos, configurando o pior surto já documentado da rara cepa Bundibugyo. Para essa variante do vírus, a OMS ressalta que ainda não existem tratamentos ou curas comprovadamente eficazes. Anne Ancia alertou que “ainda está na fase de expansão” e que, “francamente, ainda não podemos afirmar que a situação está se estabilizando”.
Os desafios para conter a epidemia são multifacetados. Alguns centros de tratamento do Ebola já operam próximos à saturação, com índices de ocupação em torno de 90%. Um fator agravante ocorre em Mongbwalu, cidade mineira no epicentro da crise: trabalhadores infectados evitam buscar atendimento localmente e se deslocam para outras regiões, disseminando o vírus. A insegurança persistente na área e a fragilidade do sistema de saúde congolês também complicam significativamente os esforços de controle do surto.
Com informações da Agência Brasil.


