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11ª Marcha das Mulheres Negras em SP homenageia Luana Barbosa e cobra justiça

A 11ª Marcha das Mulheres Negras de São Paulo reuniu centenas de pessoas neste sábado para lembrar Luana Barbosa, morta há dez anos sem que nenhum responsável fosse preso. O evento, realizado na Praça Roosevelt, cobrou reparação e direitos para a população negra.

Dez anos após a morte de Luana Barbosa, mulher negra, lésbica e periférica, nenhum envolvido na brutalidade policial foi preso ou condenado. A 11ª Marcha das Mulheres Negras de São Paulo fez questão de manter viva essa memória neste sábado (25), em manifestação na Praça Roosevelt que reuniu centenas de pessoas vindas de toda a região metropolitana, além de lideranças políticas, feministas, religiosas e artistas.

Juliana Gonçalves, cofundadora do evento, destacou que “dez anos se passaram e muitas Luanas Barbosas seguem morrendo”, referindo-se a casos recentes como os de Ieda e Fabiana, também mulheres negras e lésbicas mortas em São Paulo. A cofundadora alertou ainda para a negligência estatal com a população negra: “Tomamos as ruas por direitos, reparação e bem viver, porque o Estado brasileiro nos deve. As mulheres negras levantam essa economia, fazem o trabalho de cuidado que não é reconhecido e mesmo assim ganham menos”.

O evento contou com apresentação do Bando das Macuas, coletivo que homenageou a ancestralidade com performance inspirada no povo Macua de Moçambique. Duas DJs animaram o palco com rap e hip hop de protesto, enquanto mulheres de religiões de matriz africana e da Rede de Mulheres Negras Evangélicas (criada em 2018) também subiram ao palco para reivindicar segurança e espaço político. Ìyalóde Marisa de Oya denunciou: “Muita gente apanha por causa da cor da pele, porque é de candomblé ou umbanda. Este país não é tão laico como se fala”. A mobilização ocorreu em paralelo a marchas em Salvador (BA) e Recife (PE).

Com informações da Agência Brasil.

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