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São Paulo registra 18 mortes por febre maculosa em sete meses de 2024

O estado de São Paulo confirmou 19 casos de febre maculosa entre janeiro e julho, resultando em 18 óbitos, principalmente nas regiões de Piracicaba, Americana e Campinas. Especialistas alertam para a importância do diagnóstico precoce e orientam sobre medidas de prevenção contra carrapatos infectados.

São Paulo enfrenta um surto preocupante de febre maculosa. De janeiro a julho deste ano, a Secretaria de Estado da Saúde registrou 19 casos da doença, com um saldo de 18 mortes. As vítimas se concentram principalmente nas regiões de Piracicaba, Americana, Sorocaba, Campinas, São José dos Campos, Santo André e São Bernardo do Campo. A doença, transmitida pela picada de carrapatos infectados pela bactéria Rickettsia rickettsii, pode ser fatal em poucos dias quando o tratamento é iniciado tardiamente.

Os sintomas iniciais da febre maculosa são frequentemente confundidos com dengue, viroses ou leptospirose, incluindo febre alta, dores no corpo, dor de cabeça e mal-estar nos primeiros dias. A partir do terceiro dia, manchas avermelhadas surgem na pele, seguidas de pequenas lesões arroxeadas, principalmente nas mãos e pés. Em casos mais avançados, podem ocorrer gangrena nos dedos e orelhas, além de paralisia que começa nas pernas e pode atingir os pulmões. Jean Gorinchteyn, infectologista do Hospital Israelita Albert Einstein, enfatiza que a mortalidade pode chegar a 80% quando o tratamento antibiótico não é iniciado rapidamente, pois a doença provoca inflamação dos vasos sanguíneos que compromete rins, fígado e cérebro.

O diagnóstico precoce é decisivo para evitar complicações graves. Como a confirmação laboratorial pode levar até duas semanas, especialistas orientam que o tratamento deve começar imediatamente ao associar os sintomas com visitas a áreas de mata, florestas, fazendas ou trilhas ecológicas. Para reduzir o risco de infecção, recomenda-se evitar contato com vegetação alta, usar calças compridas, botas e roupas claras, inspecionar o corpo e roupas após passeios, e proteger cães com coleiras e produtos repelentes. Caso encontre um carrapato aderido ao corpo, o Ministério da Saúde orienta removê-lo com uma pinça sem apertar, puxando com firmeza, e depois lavar a área com álcool ou sabão e água. Todas as roupas utilizadas devem ser colocadas em água fervente para eliminar possíveis carrapatos.

Com informações da Agência Brasil.

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