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Especialistas alertam para riscos de ataques cibernéticos dos EUA nas eleições brasileiras

Analistas apontam risco de operações cibernéticas e manipulação por bigtechs dos Estados Unidos para influenciar as eleições brasileiras. Novo memorando de Trump autoriza parcerias com empresas privadas para vigilância e ações de efeitos cibernéticos.

Especialistas em relações internacionais, geopolítica e tecnologia alertam para o risco iminente de operações cibernéticas dos Estados Unidos e manipulação via plataformas digitais com objetivo de influenciar as eleições brasileiras. A escalada de tensões entre Washington e Brasília, marcada por aumentos tarifários de 25% e cancelamento de vistos de autoridades brasileiras, sugere que novas ações, especialmente no campo da cibernética, devem ser esperadas. Segundo pesquisadores consultados, um memorando recém-assinado pelo presidente Donald Trump autoriza, de forma inédita, o uso de bigtechs em operações de vigilância cibernética e efeitos cibernéticos contra infraestruturas de outros países.

O memorando autoriza a Casa Branca a estabelecer parcerias com empresas privadas para acessar “sistemas de informação sem autorização do proprietário ou operador”. Além disso, a Operação de Efeitos Cibernético prevista no documento permite atividades em redes de telecomunicações, internet e sistemas de controle industrial que resultem em “manipulação, interrupção, negação, degradação ou destruição” desses sistemas. Diferentemente de interferências públicas, essas ações cibernéticas podem ser executadas de forma oculta, sem deixar pistas da autoria. Especialistas alertam que o impulsionamento de perfis e conteúdo nas redes sociais é apenas uma das táticas em uso, com riscos que vão muito além disso e afetam a estrutura como um todo.

Pesquisadores ressaltam que o Brasil possui infraestrutura digital vulnerável, uma vez que sistemas sensíveis do Estado brasileiro dependem de empresas americanas. A participação de executivos de gigantes da tecnologia como Meta, OpenAI e Palantir em estruturas militares dos EUA reforça preocupações sobre a instrumentalização dessas plataformas. Especialistas avaliam que há potencial risco de tentativas de desacredibilizar o sistema eleitoral brasileiro, seguindo uma doutrina de segurança americana que busca consolidar a “proeminência” dos EUA sobre toda a América Latina, considerando o Brasil como peça-chave estratégica nessa região.

Com informações da Agência Brasil.

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