Brasil

Privatizações vs. Fortalecimento do Estado: os dois caminhos propostos para o Brasil

Flávio Bolsonaro propõe retomar o programa de desestatização e reduzir a máquina pública, enquanto Lula defende o fortalecimento de empresas estatais como ferramentas de desenvolvimento. Os eleitores decidem neste domingo entre visões opostas sobre o papel do Estado na economia brasileira.

Os brasileiros escolhem neste domingo (25) entre dois projetos antagônicos para a administração pública. Enquanto Flávio Bolsonaro defende a retomada do Programa Nacional de Desestatização e um “tesouraço” na máquina estatal, Lula propõe fortalecer as empresas públicas como instrumentos de desenvolvimento econômico e soberania nacional.

O plano de Lula, que busca a reeleição, aposta na eficiência e controle de gastos públicos, com destaque para a universalização de serviços digitais e ampliação da transparência administrativa. O programa se opõe categoricamente à privatização de gigantes como Petrobras, Embrapa e Correios, argumentando que essas estatais são essenciais para a indução do desenvolvimento e a redução de desigualdades. A gestão petista também prevê medidas rigorosas de combate à corrupção e investigação de “corruptos e corruptores, inclusive os do andar de cima”.

Já o plano de Flávio Bolsonaro propõe um “Estado mais ágil e menos custoso”, através de reforma administrativa, desregulamentação e redução de ministérios. O documento compromete-se a retomar a venda de ativos estatais não estratégicos para atrair investimentos privados e reduzir o endividamento público. Durante os quatro anos do governo Jair Bolsonaro, cerca de 76 empresas públicas foram privatizadas, incluindo a emblemática Eletrobras, vendida por R$ 33,7 bilhões em 2022.

Os dois candidatos divergem fundamentalmente sobre o papel do Estado na economia. Enquanto Lula historicamente apoia concessões e parcerias público-privadas mantendo o controle estatal, Flávio segue o caminho da desestatização adotado pelo ex-presidente Bolsonaro, que criou uma secretaria específica para gerenciar o processo de privatizações.

Com informações da Agência Brasil.

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