Projetos que combatem a violência de gênero em comunidades indígenas, quilombolas e pesqueiras foram reconhecidos e premiados pelo Programa Antes que Aconteça, iniciativa prevista pela Lei 15.398 de 2024. O evento ocorreu na noite desta quarta-feira (4) em Brasília, com a presença da ministra das Mulheres, Márcia Lopes, e contou com a participação de lideranças de todo o país que dedicam seus esforços à prevenção da violência contra mulheres.
Entre os projetos reconhecidos está o Promotoras Legais Populares Indígenas do Rio Negro, coordenado por Cleocimara Reis Gomes, que atua junto a 23 povos em 100 comunidades indígenas nos municípios de São Gabriel da Cachoeira, Barcelos e Santa Isabel do Rio Negro (AM). A iniciativa, que recebeu menção honrosa, busca conscientizar mulheres indígenas sobre os diferentes tipos de violência e seus direitos. Cleocimara destaca que a distância dos grandes centros invisibiliza os altos índices de violência contra mulheres indígenas e que o projeto trabalha para desconstruir a falsa ideia de que a violência faz parte da cultura originária. “É importante que a mulher indígena saiba que não pode viver em cenário de violência”, afirma.
Outros projetos vencedores incluem a Associação de Pescadores e Marisqueiras de São Félix (BA), premiada na categoria “Justiça que acolhe mulheres”, que atende cerca de 600 mulheres com serviços de acolhimento psicológico, médico e capacitação; e o projeto Dandara, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que defende mulheres quilombolas e realiza escuta cidadã em territórios ameaçados. As práticas premiadas em oito categorias receberão financiamentos que variam de R$ 50 mil a R$ 200 mil, potencializando suas ações de prevenção e enfrentamento à violência de gênero.
Com informações da Agência Brasil.


