A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) determinou nesta quinta-feira (20) a suspensão preventiva dos reajustes e cancelamentos de contratos anunciados pela Hapvida Assistência Médica S.A. A medida cautelar atinge aproximadamente 950 mil beneficiários em todo o Brasil, incluindo clientes no Ceará.
O diretor-presidente da ANS, Wadih Damous, informou que a operadora foi notificada a prestar esclarecimentos sobre o anúncio de reajustes superiores a 10% e o cancelamento unilateral de cerca de 12% da sua carteira de clientes. A agência suspeita de possível seleção de risco, prática proibida no setor de saúde suplementar.
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“Em vista do grande número de contratos e de vidas envolvidas, essa medida tem uma aparência muito forte de seleção de risco, o que é proibido e que será apurado pela ANS. Assinamos uma medida cautelar para frear qualquer medida de rescisão ou reajuste até que os esclarecimentos sejam prestados”, declarou Damous.
A decisão foi tomada de ofício pela própria agência reguladora, antes mesmo da conclusão das investigações sobre o caso. A ANS marcou reunião com representantes da Hapvida para discutir as medidas anunciadas e garantir o cumprimento das normas que protegem os beneficiários de planos de saúde.






