A Câmara Brasileira do Livro (CBL) divulgou, na noite de terça-feira (11), os vencedores da 3ª edição do Prêmio Jabuti Acadêmico em cerimônia realizada no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo. A premiação, criada em 2024, visa aumentar a visibilidade de autores e editoras de obras acadêmicas, científicas e técnicas, ampliando o debate sobre pesquisa de qualidade no Brasil.
A edição contou com 27 categorias divididas em dois eixos temáticos: Ciência e Cultura e Prêmios Especiais. Entre os vencedores estão obras que abordam desafios contemporâneos como crise climática, desigualdade social, ditadura militar e saberes tradicionais indígenas e africanos. Destaques incluem “O jeito Yanomami de pendurar redes” de Thiago Benucci (Antropologia), “A loteria do nascimento” de Fillipi Nascimento e Michael França (Economia), e “Crime sem castigo: como os militares mataram Rubens Paiva” de Juliana Dal Piva (Comunicação). Os autores premiados receberam estatueta do Jabuti Acadêmico e prêmio de R$ 5 mil.
O grande destaque da noite foi a homenagem ao físico José Goldemberg, reconhecido como Personalidade Acadêmica da edição. Com mais de sete décadas de atuação, Goldemberg consolidou-se como uma das principais referências da ciência brasileira e internacional nas áreas de física, energia, meio ambiente e educação. Seu trabalho foi decisivo para projetar o programa brasileiro de biocombustíveis mundialmente. Em seu discurso, Goldemberg compartilhou sua trajetória desde a educação pública paulista até suas contribuições em fontes de energia renováveis e desenvolvimento sustentável, enfatizando que “o futuro do Brasil se constrói com educação pública, ciência e coragem”. A historiadora Mary Del Priore também foi homenageada, tendo sua obra “História das Mulheres no Brasil” reconhecida como Livro Acadêmico Clássico 2026.
Com informações da Agência Brasil.




