Após 17 anos conquistando plateias brasileiras, a cantora e compositora portuguesa Carminho retorna ao país com sua turnê mundial ‘Eu Vou Morrer de Amor ou Resistir’. Os shows chegam nesta sexta-feira (21) ao Vivo Rio, no Rio de Janeiro, com passagens agendadas também por Belo Horizonte e São Paulo, levando seu repertório centrado no álbum de maior expressão autoral.
Para Carminho, o Brasil transcende a condição de palco de trabalho. A artista considera o país um lugar de riqueza cultural, visual e espiritual únicas, onde se sente em casa apesar das diferenças geográficas e culturais com Portugal. “É uma abertura de horizonte e de imaginário. O Brasil é também, hoje em dia, casa. É um lugar que eu já visito há 17 anos, com tantos amigos, com tanta troca entre artistas”, afirmou a cantora em entrevista.
Ao longo de suas temporadas brasileiras, Carminho construiu amizades profundas com grandes nomes da música nacional, incluindo Marisa Monte, Chico Buarque, Milton Nascimento, Maria Bethânia e Caetano Veloso. A fadista também acompanha de perto o trabalho de novas gerações de artistas brasileiros, como Agnes Nunes, Marina Sena e Tim Bernardes. Segundo ela, essas relações proporcionaram aprendizados imensuráveis tanto como pessoa quanto como artista, extrapolando os limites dos estúdios e palcos.
Seu sétimo álbum ‘Eu Vou Morrer de Amor ou Resistir’ homenageia mulheres que moldaram a história do fado, incluindo sua mãe Teresa Siqueira e a lendária Amália Rodrigues. Contrariando o estereótipo de tristeza associado ao gênero português, Carminho define o fado como uma linguagem profunda e plástica capaz de transmitir sentimentos de todas as naturezas. O público brasileiro segue sendo seu maior motivador: “são plateias muito generosas, espontâneas, que se dão em cada apresentação e me acompanham desde as primeiras apresentações que vim fazer no Brasil”.
Com informações da Agência Brasil.




