Economia

Centrais sindicais apresentam plano de ação contra tarifas americanas

Seis entidades sindicais entregaram ao governo brasileiro um documento com propostas para mitigar os efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos. O plano defende incentivos à produção nacional, proteção de empregos e fortalecimento do BNDES.

As principais centrais sindicais do país apresentaram, na última sexta-feira, um pacote de medidas voltado para enfrentar o impacto das tarifas americanas sobre produtos brasileiros. O documento foi entregue ao ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Márcio Elias Rosa, durante reunião em São Paulo, e traz um diagnóstico crítico sobre os efeitos da guerra comercial desencadeada pelos Estados Unidos.

O plano das centrais — CUT, Força Sindical, UGT, CTB, CSB e NCST — defende a ampliação de investimentos públicos, o reforço do BNDES e medidas que garantam a manutenção dos postos de trabalho. Entre as propostas estão a busca por novos mercados para produtos tarifados, o estímulo à produção nacional através de compras públicas e políticas de conteúdo local, além de maiores investimentos em infraestrutura, saúde e educação. O documento também aponta para a necessidade de fundos de compensação destinados aos trabalhadores impactados pelo comércio internacional e o fortalecimento da negociação coletiva nos setores afetados.

O texto ainda propõe a revisão da Lei de Patentes para combater abusos de propriedade intelectual e o fortalecimento do Mercosul como instrumento de integração econômica. As centrais expressam preocupação com os múltiplos impactos sobre a economia, empregos e soberania produtiva do Brasil, e apoiam as ações já adotadas pelo governo, incluindo a recente Lei de Reciprocidade Econômica.

Em paralelo, o Brasil encaminhou à Organização Mundial de Comércio (OMC) um documento classificando as tarifas americanas como “inconsistentes” com as obrigações dos EUA sob o Acordo Geral de Tarifas e Comércio. O país também alega ser preterido pelos Estados Unidos em comparação a outros membros da organização internacional. O Brasil busca negociar uma solução através do sistema de solução de controvérsias da OMC antes de uma possível instalação de painel para análise do caso.

Com informações da Agência Brasil.

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