O Banco Central reduziu a Taxa Selic em 0,25 ponto percentual nesta quarta-feira (5), fixando a taxa básica de juros em 14% ao ano. Embora seja o quarto corte consecutivo do Comitê de Política Monetária (Copom), entidades econômicas alertam que o ritmo de redução permanece insuficiente para estimular a economia e o setor industrial.
A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) avaliam que o custo de capital ainda elevado desestimula investimentos e compromete a modernização produtiva das empresas brasileiras. Segundo a Firjan, a indústria de transformação cresceu apenas 0,4% no primeiro semestre de 2024. A CNI ressalta que a taxa de juros real está em patamar 3,6 pontos percentuais acima do recomendado pela Regra de Taylor, indicando espaço para cortes mais expressivos.
Organizações de trabalhadores também criticam a decisão. A Força Sindical classificou o corte como insuficiente, afirmando que juros elevados encarecem o crédito, reduzem investimentos e comprometem a geração de empregos. Para a central sindical, o Banco Central perdeu uma oportunidade de promover uma injeção mais significativa na economia. Por outro lado, analistas do mercado financeiro apontam que o Copom mantém a possibilidade de continuar reduzindo juros nas próximas reuniões, mas ressalva a necessidade de cautela diante dos riscos inflacionários e da desancoragem das expectativas.
Com informações da Agência Brasil.




